quinta-feira, 8 de maio de 2014

ZON Optimus supera as estimativas

A fusão entre a Zon e a Optimus criou uma nova estrela no sector das telecomunicações da bolsa nacional.
 
Desde o início do seu Bull Market, em Janeiro de 2012, a acção valorizou aproximadamente 162%, tendo já registado o seu máximo no início do mês passado nos 5,76€.
 
A Zon Optimus apresentou ontem uma redução de 8,2% nos resultados dos primeiros 3 meses, para os 25,3 milhões de euros. Os lucros, que ficaram acima da expectativa da maioria dos analistas, foram pressionados pelos custos com a fusão e reestruturação da empresa e também com a guerra de preços nos pacotes “triple play” e afins.
 
Nos últimos 12 meses, em que acção subiu cerca de 50%, a cotação tem vindo a ser suportada por uma linha de tendência ascendente (Lta) que leva já 6 pontos de toque. O último teste a esta linha, aconteceu no dia 25 de Abril, tendo a acção encontrado alguma pressão compradora, mas ainda assim com volumes muito menores do que tinha acontecido em Junho e Julho do ano passado.
 
O aumento do volume nos movimentos de queda e a correspondente diminuição nos movimentos de subida, deixa-me um pouco apreensivo e poderá deixar antever novas quedas no horizonte. Para já toda a atenção deverá estar direcionada para a importante zona de suporte dos 4,80€/4,90€ e para a lta.
 

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Os mercados americanos poderão cair mais de 10%

Hoje foi mais um dia de quedas para o NASDAQ e para o Russel 2000, penalizado sobretudo pelo sector biotecnológico e pela falta de novidades apresentadas por Janet Yellen, relativas ao futuro da política monetária da Fed.
 
A pressionar o índice tecnológico esteve sobretudo o Twitter e a Tesla que apresentou resultados, após o fecho do mercado, de 731 milhões de dólares (acima do esperado que era 704,5 mln de USD). Ainda assim a expectativa era que os resultados saíssem ainda melhores de modo a compensar as recentes valorizações que a acção teve.
 
O índice Russell 2000, que mede a performance de 2000 small caps do mercado americano, este a negociar abaixo dos mínimos de Abril mas acabou por fechar praticamente inalterado.
 
Fazendo uma análise de mais longo prazo, o Russel 2000 encontra-se na onda 4 da onda 3 de Elliott de grau imediatamente anterior. Significa isto que, se a teoria se confirmar, poderemos assistir, nas próximas semanas, a uma vinda à zona dos 930 pontos, que coincide com uma linha de tendência ascendente que tem suportado todo o bull market do índice desde 2009. Esta queda equivaleria a mais de 10% de desvalorização.
 
Após esta correcção, poderá depois partir para novos máximos acima dos 1200 pontos.
 
 
A análise de mais curto prazo, em gráfico diário, vem reforçar a validade desta ideia, uma vez que o índice se encontra em fase de formação de um padrão de inversão de tendência em cabeça-e-ombros. A neckline deste padrão encontra-se no importante suporte dos 1100 pontos. Caso a pressão vendedora seja suficiente para quebrar este nível de preço já esta semana, poderemos assistir a um acelerar das quedas até aos 1060 pontos.
 
 
Nota: o meu agradecimento especial ao Tiago da Costa Cardoso pela disponibilização do análise semanal com base em ondas de Elliott

EDP a testar o topo do Megafone

Segundo dados da CMVM, relativos ao mês de Março, a EDP continua a não fazer parte da escolha dos gestores de fundos de investimento. Os dados divulgados pelas carteiras dos fundos mostram que apenas 295.613,11 euros do património sob gestão dos fundos está aplicado nos títulos da eléctrica nacional, o que representa uma quebra de 0,30% relativamente ao final do ano passado.
 
A empresa surge assim como a 30ª participação nas carteiras, abaixo de empresas mais pequenas do PSI-Geral.
 
Depois de uma subida superior a 10% nas últimas semanas, a EDP testou ontem o limite superior dum padrão de exaustão conhecido como megafone. O final da sessão de ontem acabou por confirmar uma vela em formato de martelo invertido, evidenciando bastante pressão vendedora na zona dos 3,55€/3,57€.
 
Decido abrir uma posição short (curta) a 3,505 com stop loss no s 3,585 e take profit nos 3,31 (coincidente com a média móvel de 50 dias).
 

terça-feira, 6 de maio de 2014

Millenium BCP bate as estimativas dos resultados do 1º trimestre

O Millenium BCP valorizou hoje 1,90% depois de ter apresentado ontem resultados referentes ao primeiro trimestre do ano. O BCP reduziu os prejuízos dos primeiros três meses do ano para os 40,7 milhões de euros, que compara com -152 milhões de euros do período homólogo.
O BCP chegou hoje a valer 0,2307€, com os investidores a encararem os resultados acima das expectativas dos analistas (que apontavam para prejuízos de 62,9 milhões de euros) e as notícias sobre uma melhoria da classificação da dívida soberana portuguesa por parte da Fitch, como positivos para o sector da banca e em particular para o BCP.
Estes resultados do BCP espelham os ganhos avultados que a instituição liderada por Nuno Amado teve com a dívida pública portuguesa e também a redução dos custos dos depósitos em Portugal e a evolução favorável da actividade internacional, principalmente na Polónia.
Na minha opinião, o futuro do BCP continua sombrio quer pelo elevado montante de provisões apresentado (251 milhões de euros), quer devido ao custo que teve até Março com as obrigações subordinadas de conversão contingente (as chamadas CoCo bons) no valor de 66,2 milhões de euros, quer ainda pelos resultados dos testes de stress que serão levados a cabo este ano. Além disso, a rentabilidade extraordinária que o banco obteve com os títulos de dívida portuguesa, tende a minimizar-se, à medida o spread entre os juros da dívida portuguesa e as bunds alemãs estreita, estando actualmente nos +212 pontos base.
A nível técnico o BCP continua a negociar em range desde o início de Março, entre os 0,2050€ e os 0,2370€. Para já mantenho-me de fora. O que me faria entrar longo no BCP? Sem dúvida o breakout do limite superior deste range. A relação retorno/risco que oferecia este trade, seria bastante favorável, com a próxima resistência situada a aproximadamente 25% de distância, nos 0,30€.
 

segunda-feira, 5 de maio de 2014

AUDUSD cai 30 pips em reacção ao PMI de manufactura chinês

O índice chinês do PMI de manufactura apurado pelo banco britânico HSBC, referente ao mês de Abril, saiu abaixo do esperado (Act. 48,1 vs Exp. 48,4 pontos). As compras caíram pelo terceiro mês consecutivo, sendo que a leitura dos dados sugere que a fraqueza terá vindo da quebra da procura interna.
 
Em reação a moeda australiana, país que tem fortes relações comerciais com a China, caiu face ao dólar durante a sessão asiática para os 0,9251.
 
A nível técnico o AUDUSD encontra-se suportado por uma linha de tendência ascendente que leva já 4 pontos de toque, o últimos dos quais na última sexta feira, reforçando assim a sua validade.
 
Outros factores reforçam a minha visão optimista, tais como a recende golden cross (cruzamento da média móvel de 50 dias em alta com a de 200 dias) e o facto de aparentemente estarmos na fase final de formação da onda 4.
 
Comprei a 0,9261 com stop loss a 0,9130 e take profit a 0,9490.
 

domingo, 4 de maio de 2014

Rentabilidade trimestral da carteira de 24,55%

Como é habitual no final de cada mês, deixo-vos a actualização dos trades da minha carteira à data de dia 2 de Maio.
 
Relembro que iniciei a carteira em Fevereiro deste ano com 10.000€ e que assumo, em cada trade, 3% de risco da minha carteira. Para alguns de vocês este risco será muito elevado, para outros muito baixo. A percentagem da carteira que cada trader deverá arriscar, em cada negócio que realiza, depende da sua tolerância ao risco, do horizonte temporal dos seus investimentos, do tempo disponível para se dedicar aos mercados, do seu nível de conhecimentos e também das condições de mercado.
 
Muitos investidores com quem tenho falado têm muita dificuldade em saber qual a quantidade que devem comprar dum determinado título, commodity ou par cambial. Uma maneira muito simples é usar a seguinte fórmula:
 
Quantidade = (percentagem de risco da carteira) / (Pe - Ps)
 
em que,
 
Pe é a cotação a que vamos comprar/vender determinado título;
 
Ps é o cotação a que está colocado no nosso stop loss e a que iremos sair do trade, caso as coisas corram mal.
 
Apesar do mês de Abril ter acabado na 4ª feira passada, decidi incluir também os dias 1 e 2 de Maio, em que foram fechados dois trades em perda (Jerónimo Martins e USDJPY).
 
A rentabilidade acumulada de Fevereiro, Março e Abril é de 24,55%, o que corresponde a uma média mensal de aproximadamente 8,20%. Se não considerasse os dois trades perdedores, que já foram fechados em Maio, a rentabilidade seria quase de 33%, ou seja, 11% mensal.
 
O equity da carteira está nos 12.455,16€ e drawdown máximo é de 6,59%.
 
A carteira inicia Maio com 27 trades fechados, com um trade perdedor por cada dois ganhadores, ou seja, 18 trades positivos e 9 negativos e 4 ainda em aberto: cobre, açucar, trigo e eurcad.
 
 

Balanço da Conta
 
 
 

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Quebra nos lucros de 13 milhões atira Jerónimo Martins para mínimos de 2 semanas

A retalhista Jerónimo Martins registou uma quebra de 17,1% dos lucros do primeiro trimestre deste ano, face a igual período do mesmo passado. A Jerónimo Martins apresentou lucros consolidados de 62 milhões de euros.
 
Em comunicado ao mercado, a JMT disse que estes resultados reflectem um início de ano mais lento da actividade na Polónia, através dos supermercados Biedronka. Em Portugal, apesar do crescimento das vendas do Pingo Doce em 2,3%, no negócio grossista, onde a JMT lidera o mercado português com a rede Recheio, a companhia registou uma estagnação nas vendas.
 
A Jerónimo Martins acabou por cair mais de 3% em duas sessões, activando o stop loss da nossa posição aberta no dia 23 de Abril.
 
Apesar de ter sido stopado, continuo a acreditar no potencial de valorização da acções da Jerónimo Martins por via do crescimento nos novos negócios na Colômbia, através dos supermercados Ara, e na Polónia através da parafarmácia Hebe. Aliás, estes dois novos negócios registaram um crescimento das vendas superior a 100%, para 29 milhões de euros.
 
Tecnicamente,  a companhia de distribuição alimentar liderada por Pedro Soares dos Santos, aparenta estar a formar um H&S invertido, conforme exemplificado no gráfico. Estarei atento a novos pontos de entrada.
 
 
Hoje foi o último dia de negociação antes do sessão de ex-dividendo de segunda feira. Na quinta-feira, 8 de Maio será distribuído um dividendo de 0,305€ por cada acção.
 
Quem quiser, poderá consultar os dividendos a ser pagos e as respectivas datas de pagamento AQUI.