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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Contrarian Investing no Petróleo

Desde que quebrou o range de negociação em que negociou durante um ano, o brent caiu a pique desvalorizando mais de 35% em 4 meses. A contribuir para esta queda esteve, entre outros factores, a valorização do dólar norte-americano.

A queda do preço do barril de brent acelerou a semana passada à medida que decorria a reunião da OPEC em Viena e em que era cada vez mais provável que não houvesse nenhum corte na produção. Os hedge funds apressaram-se a tomar posições curtas especulativas enquanto decorria a reunião dos vários ministros dos países produtores de petróleo, levando o brent a testar mínimos de 2010 nos USD 68/70.


A abertura com gap em baixa da sessão dontem, foi aproveitada para tomada de mais valias de muitos desses hedge funds, acabando por ser formar uma vela de bullish engulfing pattern. O RSI também apresenta algumas divergências positivas.


Tendo consciência que estou a abrir uma posição contrária à tendência de queda, em todos os horizontes temporais, decidi abrir uma posição longa em brent a USD 71,10 com stop loss abaixo do mínimo da vela dontem nos USD 66,80 e take profit nos USD 82,80.

Chamo mais uma vez a atenção para o risco elevado desta posição mas muitas vezes abrir uma posição de compra quando todo o mundo já está vendido (e não há mais ninguém a querer vender) poderá ser uma boa estratégia.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Brent testa mínimos de 2012 e poderá sofrer um rebound

Nos últimos 3 meses e meio os preços do petróleo caíram a pique, depois da Líbia ter aumentado a sua produção e exportação  e da OPEC ter anunciado que a produção no Iraque foi apenas ligeiramente afectada pelos conflitos no norte do país.
 
Este aumento da produção de petróleo na Líbia, conjugado com as declarações do governo de que iriam aumentar a produção dos actuais 0,6 mb/d para 1,0 mb/d até ao final do ano, levaram o brent a cair dos USD 115 até aos USD 89, a maior queda dos últimos dois anos.
Do ponto de vista fundamental, só um agudizar das tensões entre os países ocidentais e Rússia (o maior produtor do mundo com 10 milhões de barris por dia) poderia levar o preço do barril de crude de novo para cima dos USD 100.
Ainda assim acredito numa correcção técnica de curto prazo, depois do brent ter testado hoje o importante suporte dado pelo mínimo de 2012 nos USD 90. Também os indicadores de momentum, como é o caso do estocástico, mostram sinais de divergência.
Comprei brent a USD 89,40 com stop loss a USD 87,90 e take profit nos USD 98,30.
 

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Corte na previsão do défice oferece boa entrada short em açúcar

A Green Pool, que publica análises independentes e dá consultoria na área do açúcar e bio combustíveis, reviu em baixa a previsão do défice de produção mundial de açúcar, apesar da produção na região sul do Brasil ter sido prejudicada pelas secas.
 
A Green Pool baixou a sua previsão do défice para a temporada 2014/2015 em 100 mil toneladas, apesar da estimativa para a região centro-sul do Brasil ter descido de 31,7m-32,0m toneladas para 31,3m toneladas. Este corte no défice reflecte por um lado a maior procura de etanol em setembro como bio combustível e a previsão de chuvas daqui em diante.
 
A divulgação deste relatório, no dia 29 de Setembro, coincidiu com o máximo feito no mês de Setembro e com a formação duma vela de shooting star, cuja confirmação foi dada ontem, com um fecho abaixo do corpo da vela do dia anterior.
Posto isto, abri uma posição curta esta manhã a USD 16,32 com stop loss a USD 17,10 e take profit a USD 14,70.
 

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Quem quer um café?

Depois de recarregadas as energias durante as férias, é tempo de voltar a olhar para os mercados e actualizar o meu blog que ficou parado durante duas semanas.

Enquanto tomava o pequeno almoço esta manhã e passava os olhos pelas notícias e pelos mercados, houve uma commodity agrícola que me despertou a atenção. Apesar de nem sequer beber café ao pequeno almoço, foi precisamente neste activo que o aparecimento de uma vela em formato de martelo invertido no dia 1 de Agosto me fez ficar colado ao ecrã.

Uma vez que não costumo acompanhar de perto os fundamentais do café, decidi investigar um pouco e descobri que dados oficiais revelaram que o café, e as commodities agrícolas em geral, têm-se tornado uma aposta popular entre os diversos hedge funds, mas do lado do short selling. De acordo com a Commodity Futures Trading Commission, as posições longas em futuros e opções sobre as 12 commodities agrícolas mais negociadas nos Estados Unidos, reduziram-se em 30.000 contractos só na última semana. Apesar desta redução reflectir uma queda no sentimento, o open interest (número de contractos activos) continua a aumentar: 300,000 contractos desde o final de Abril.

Posto isto, iniciei uma posição curta em café a 187,10 com stop loss a 196,10 (acima do máximo semanal) e take profit a 166.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Actualização dos trades da carteira

Ouro
 
Fechei ontem, no ponto de break-even, a posição longa que detinha em ouro desde dia 15 de Julho. Saí assim a USD 1294,78 com ganho nulo.
 
Trigo
 
O trade curto em trigo, que abri no dia 18 de Julho a USD 549, tem corrido bastante bem, tendo o trigo desvalorizado mais de 3% desde então. Resolvi proteger ganhos, passando o stop loss para os USD 546.
 

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Movimento especulativo no trigo dá bom ponto de entrada curta

Na análise que fiz na semana passada ao trigo, apontei as razões fundamentais que me levavam a continuar bearish no trigo. No entanto, chamei a atenção para o facto de que, no curto prazo, poderíamos assistir a uma correcção em alta, fruto da divergência positiva existente entre o indicador de estocástico e o preço.
 
Nessa mesma análise, referi também que aguardava uma vinda á zona dos USD 550 para iniciar uma posição curta, o que acabou por acontecer na sessão de ontem, depois do abatimento dum avião comercial da Malaysian Airlines perto da região de Donetsk, ter renovado preocupações em relação às tensões na região e possíveis interrupções na exportação de cereais.
 
O preço do trigo chegou a subir mais de 4% mas acabou por fechar com uma valorização mais modesta de 2,4%. Esta reacção foi, na minha opinião, meramente especulativa e baseada em receios infundados de que surjam dificuldades em fazer chegar o trigo aos portos ucranianos, situados no sul do país, e que abastecem os compradores do “Mar Negro”.
 
 
Posto isto, e tendo em consideração que os fundamentais continuam válidos, iniciei uma posição curta em trigo a USD 549 com stop loss a USD 576 (acima do nível 61,8% de fibo) e take profit nos USD 460. Depois dum reteste à zona de resistência dos USD 550 o trigo deverá agora retomar a sua tendência descendente, tal como exemplificado no gráfico.
 

terça-feira, 15 de julho de 2014

Queda no ouro dá oportunidade de entrada

O testemunho semi-annual de Janet Yellen era o evento mais esperado da semana e decorreu conforme esperado, ou seja, Yellen chutou para o final do ano os detalhes acerca do que irá acontecer quando o programa de compra de activos terminar no final de Outubro deste ano.
 
Quando questionada sobre quando aumentaria a taxa de juro de referência, Yellen respondeu de forma evasiva, dizendo que a FOMC irá estar atenta à evolução do mercado laboral e da inflação. A maioria dos membros da FOMC prevê que o primeiro aumento na taxa de juro seja feito em meados de 2015 e que no final do ano que vem a taxa esteja nos 1%. É de realçar que estas projecções são as mesmas que já constavam das minutas das últimas projecções económicas da FOMC, pelo que estas declarações não trouxeram nada de novo para o mercado.
 
Em reacção a estas declarações assistimos a uma valorização do dólar e à queda do ouro que registou mínimos mensais nos USD 1292. Esta queda foi motivada pela activação das ordens de stop loss colocadas abaixo da média móvel de 100 dias (não consta do gráfico) e do suporte psicológico dos USD 1300.
 
Pelo que referi acima, esta queda no ouro e valorização do dólar aconteceu mais por motivos técnicos do que fundamentais. Assim sendo, e dado que o ouro está neste momento suportado pelas médias móveis de 50 e 200 dias, a testar o nível 50% de fibo do último movimento de alta e a finalizar o ombro direito do que parece ser um padrão de inversão de tendência em H&S invertido, decidi abrir uma posição longa a 1294,78 com stop loss a 1262 e take profit a 1430.
 
 
 

segunda-feira, 14 de julho de 2014

"Crop Reports" pressionam o preço dos cereais

A soja e o milho registaram novos mínimos anuais na passada 6ª feira depois do relatório de colheitas, divulgado pelo USDA, ter mostrado que a previsão da oferta de cereais, a nível doméstico e mundial, para o final da temporada 2014/15 é superior à que era esperada pelo mercado.
 
Para o caso do trigo, o aumento das estimativas dos stocks mundiais das 930.000 toneladas para as 189.54m toneladas no final da temporada, deveu-se muito ao aumento dos inventários do mês de Junho em 86m de bushels para os 660m bushels, que compara com os 574m do mês de Maio e acima do valor esperado de 590m.
 
Estes resultados reflectem em parte uma forte competição entre os países exportadores e acima de tudo o impacto do bom tempo que se fez sentir nos Estados Unidos, com a presença do sol e temperaturas amenas.
A nível técnico, teremos que recuar no tempo para ter uma ideia mais precisa do que poderemos esperar nas próximas semanas. O trigo quebrou uma linha de tendência ascendente, em vigor desde 2005. Como havia referido na última análise, os níveis extremos de sobrevenda e a divergência existente entre o indicador de estocástico e o preço, poderá levar o trigo a ter um movimento rápido e forte em alta, a qualquer momento.
Estarei atento a uma eventual vinda à zona de resistência dos USD 550 para iniciar uma posição curta.
 
 

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Trigo: Investidores a aguardar pela divulgação do relatório de colheitas na 6ª feira

Depois de ter sido um dos top performers no primeiro semestre de 2014, ao valorizar mais de 22%, o trigo iniciou uma correcção em meados de Maio que veio eliminar toda a valorização que havia acumulado este ano.

Esta queda foi motivada pelas estimativas de um grande aumento de stocks de trigo para 2014/2015. A Food and Agricultural Organization of United Nations (FAO) reviu em alta a produção de trigo de 4,5m de toneladas para 707,2m de toneladas, o valor mais alto dos últimos 12 anos.

Além desta revisão em alta dos stocks, a agência também reviu em baixa o lado do consumo, como reflexo da diminuição do uso do trigo para uso industrial e alimentação por parte da China.

Esta semana, na 6ª feira, serão divulgados os relatórios de colheitas por parte do USDA pelo que poderemos assistir a alguma volatilidade. No último relatório, de dia 11 de Junho, os stocks de trigo saíram nos 574mln, superior ao esperado que era de 540mln. É sempre complicado tentarmos tomar uma posição antes da divulgação de qualquer dado fundamental importante, mas um olhar atento sobre o gráfico do trigo mostra-nos uma divergência positiva entre o preço e RSI. Ou seja, enquanto o preço fez três mínimos relativos, o RSI fez três máximos relativos, sinal que poderemos estar perante uma inversão, mesmo que de curto prazo.
 
 

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Controlo do norte iraquiano por parte dos terroristas poderá levar petróleo aos USD 120


Na última análise que efectuei ao petróleo, referi que se não fosse os confrontos entre os rebeldes e o governo líbio, o preço do barril de brent deveria estar a negociar nos USD 100, com as previsões a apontarem para uma quebra da procura e a oferta a manter-se estável. Referi também que o preço negociava em range entre os 103,70 e os 112,70 e que só uma quebra efectiva desta lateralização, poderia levar a um movimento consistente.



Entretanto, acontecimentos recentes no Iraque vieram perturbar o mercado petrolífero e levar a que o petróleo ultrapassasse, pela primeira vez em 9 meses, a barreira dos USD 113,00. Os ataques dos sunitas ao norte do Iraque e a tomada de controlo de refinarias e partes do gasoduto de transporte de petróleo para a Turquia, levaram o brent a atingir os USD 115,60 na semana passada. A situação no Iraque está bastante complicada uma vez que o exército iraquiano não tem conseguido expulsar os rebeldes da zona norte e o presidente Obama também já anunciou que um regresso das tropas americanas ao Iraque não é uma opção.
Actualmente o Iraque exporta cerca de 2,7 mb/dia, sendo que metade das exportações são feitas através dos terminais do Golfo Pérsico e a outra metade através dos gasodutos situados a norte e por transporte rodoviário. Caso os terroristas dominem todo o norte do Iraque, pode-se esperar interrupções na produção de mais de 1 milhões de barris diários.
No entanto, mesmo que este último cenário se concretize, o petróleo não deverá subir muito além dos USD 118/120, a não ser mais uma vez que surjam novos desenvolvimentos, uma vez que o Iraque é o 9º maior produtor mundial da matéria-prima. Qualquer grande perturbação no fornecimento de petróleo, poderá ser compensada por um aumento de produção por parte da Arábia Saudita que, caso a OPEP o determine, poderá ainda aumentar a sua produção diária em 2 mb/d.
Depois do brent ter quebrado o limite superior do range de lateralização (112,70) e ter feito novos máximos anuais nos USD 115,70, iniciou uma correcção que poderá estar prestes a terminar. Por um lado, o preço encontra-se a retestar a antiga resistência (agora suporte) dos 112,70, num típico movimento de pullback, e por outro encontra-se no nível 38,2% de fibo da última subida.
Não descarto a hipótese de ainda poder descer até aos USD 111 mas decido abrir uma posição longa a 112,50 com stop loss a 110,40 e take profit nos 116,20.
 

sexta-feira, 16 de maio de 2014

EURCAD e Trigo fechados com lucro

Trigo
 
O trigo encontra-se a corrigir pela 6ª sessão consecutiva, o pior registo desde o início do ano. A contribuir para o acelerar das quedas está o relatório da conhecida publicação Strategie Grains que sublinhou que as exportações de trigo da europa deverão aumentar na próxima temporada e que o preço do cereal deverá ser pressionado em baixa devido à perda de competitividade com o trigo no que respeita à alimentação de animais,
 
As estimativas de exportação da europa para 2014-15 foram revistas em alta, pela 4ª vez nos últimos 4 meses, em 1,4 milhões de toneladas para os 24,3 milhões de toneladas.
 
O stop loss que havia actualizado para os 697 USD, na análise de dia 9 de Maio, foi activado há dois dias atrás, tendo saído do trade com um ganho de 26USD/100 bushel.
 
EURCAD
 
O take profit do trade em EURCAD, nos 1,4920, foi activado no dia 13 de Maio, tendo saído do par cambial com um ganho de 285 pips!
 
 

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Revisão em baixa das previsões de produção para 2014/2015 impulsionam açúcar

O preço do açúcar disparou 3% na sessão de ontem depois de ter sido divulgado que o elevado ritmo de plantação de cana de açúcar, que marcou o início do ano, está a diminuir, graças a problemas financeiros do lado da produção, o que imediatamente suscitou preocupações em relação a possíveis downgrades nas previsões para este ano.
 
O contracto para entrega em Julho, fechou a cotar nos 17,81. A contribuir para esta valorização estiveram também as declarações da International Sugar Organization (ISO) que chamou a atenção para um possível regresso a uma fase de défice na produção e também devido ao facto do grupo industrial Única ter revelado que a rápida produção de açúcar, que se verificou no início do ano, se reduziu drasticamente. Além disso, a publicação Platts Kingsman, que fornece preços e análises para o mercado do açúcar (http://www.platts.com/products/kingsman-sugar), reviu em baixa a previsão de excendente de 2,1 milhões de toneladas para 2014/2015 para um défice 239.000 toneladas.

Na sessão de hoje, o açúcar quebrou em alta o triângulo de consolidação em que negociava desde o início de Março, dando um bom ponto de entrada.

O nosso trade em açúcar, aberto no dia 11 de Abril a 17,01, encontra-se neste momento com um ganho de 0,94 USD por cada libra comprada. Mantenho o take profit nos 18,90 e actualizo o stop loss para os 17,20.


 


sexta-feira, 9 de maio de 2014

Trigo dispara com resultados do relatório de colheitas do mês de Maio

Às 17h00 GMT o USDA divulgou o relatório de colheitas do mês de Maio:
 
-Corn End Stocks 1146mln vs. Exp. 1306mln (Prev. 1331mln)
- Soybean End Stocks 130mln vs. Exp. 135mln (Prev. 135mln)
- Wheat End Stocks 583mln vs. Exp. 583mln (Prev. 583mln)
 
Apesar de alguma volatilidade, após a divulgação dos resultados, a soja e o trigo negoceiam praticamente aos mesmos valores. Já o milho negoceia em baixa, depois de ter sido revista em alta a previsão dos stocks para 2015.
 
O trigo negoceia nos 729,50 USD, o que representa um ganho de 58,5 USD em relação ao nosso ponto de entrada. Actualizamos o nosso stop loss para os 697 USD.
 

domingo, 27 de abril de 2014

A queda do preço do ouro negro parece ser o mais provável

No dia 3 de Março o preço do barril de brent atingiu o máximo anual nos 111,23 USD / bbl, aquando da entrada das tropas russas na Crimeia.

Esta subida no preço reflectiu o receio dos investidores em relação a possíveis sanções que podiam vir a ser aplicadas à Rússia e que poderiam prejudicar as suas exportações de petróleo. Na minha opinião, este cenário continua a parecer-me bastante improvável já que ninguém na Europa quer que os preços elevados do petróleo condicionem a recuperação económica.

Duma perspectiva mais macro, a recente turbulência que se tem vivido nos mercados emergentes (responsáveis por quase 80% do aumento do consumo de petróleo em 2014) pode prejudicar o aumento da procura por petróleo.
Por outro lado, o lado da oferta mantem-se estável (mesmo apesar da actual situação na Ucrânia). No entanto, o aumento recente na produção dos EUA e do Iraque, poderá levar a uma revisão em alta da produção para 2014. Os EUA aumentaram a sua produção em +1,1 mb/d, o que fica claramente acima das expectativas, e a construção da plataforma petrolífera no Iraque avança sem atrasos, o que deverá impulsionar ainda mais a extracção do ouro negro.

Inicialmente esperava-se um défice de 0,5 mb/d para 2014. Este défice já está descontado no preço, pelo que uma revisão em alta da produção, cria uma oportunidade de venda no mercado petrolífero. Ainda para mais, se a Líbia aumentar permanentemente a sua oferta de petróleo acima de 1 mb/d e o Irão de 3 mb/d os preços poderão cair bem abaixo dos 100 USD.

Nas últimas semanas, o preço do barril de brent tem-se movido ao sabor dos desenvolvimentos na Líbia. No início do mês o governo líbio e os rebeldes chegaram a acordo quanto ao desbloqueio de dois grandes terminais petrolíferos (Zueitina e Hariga) o que faria duplicar a capacidade exportadora de petróleo do país. Em reacção, o barril de brent caiu 3 USD em dois dias. Entretanto, os problemas técnicos enfrentados pelos terminais de Zueutina e Hariga, que têm impedido o retomar da actividades de ambos, levaram o preço do brent a subir quase 5 dólares desde então.

O governo líbio espera que os rebeldes entreguem o controlo dos portos de RAS Lanuf e Es Sider dentro de um mês. A acontecer, a Líbia poderá atingir todo o seu potencial exportador nos próximos 2 meses, e o preço do brent deverá cair para valores inferiores a 100 USD.

O que nos diz a Análise Técnica?

Desde o final do Verão do ano passado, que o preço do barril de brent lateraliza num range de 9 USD entre os 103,70 e os 112,70 USD. Esta lateralização nos preços constitui uma boa oportunidade de trading para os investidores de mais curto prazo: comprar junto ao limite inferior e shortar junto ao limite superior.

De momento estou de fora mas a pensar abrir uma posição curta junto dos 112,70 USD para manter durantes algumas semanas.

Como referi anteriormente, a chegada a um acordo de longo prazo entre os rebeldes e governo líbio, poderá ser o rastilho necessário a uma quebra em baixa, deste rectângulo de lateralização, rumo aos 100 USD por barril.
 
 

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Actualização dos Trades em Commodities

Na sequência da actualização que fiz à evolução da carteira de investimentos do Breakout Trader, no dia 13 de Abril, decidi fazer um apanhado das posições que detenho em commodities neste momento.
 
Ouro
 
25/03: comprei ouro a 1306,10 USD
 
O ouro spot caiu a pique (-25 USD/onça)) durante a sessão de ontem, depois do World Gold Council ter previsto que a procura de ouro para este ano, por parte da China, irá cair. Ainda assim, espera que durante os próximos 4 anos a procura pelo metal amarelo cresça 25%, acompanhando o aumento do poder de compra da população chinesa.

Neste momento o ouro spot está a 1298,50, ligeiramente abaixo do nosso ponto de entrada. Mantemos o stop loss nos 1280 USD.

Cobre

03/04: shortei cobre a 302,77 USD

Os futuros do cobre cairam, com os investidores a reagirem negativamente aos relatórios chineses, que saíram durante a noite, e que indicam que a injecção de capital cresceu ao ritmo mais lento desde 2001, enaltecendo os riscos do abrandamento da 2ª maior economia mundial.
 
Neste momento encontra-se a cotar a 302,60, ou seja, praticamente na zona onde entrei curto.
 
Trigo
 
09/04: comprei trigo a 671 USD/100 bushel
 
O trigo é, sem sombra para dúvidas, o melhor trade até ao momento. Com o renovar das tensões na Ucrânia, o trigo já disparou 4,2% desde o nosso ponto de entrada.  Actualizo o stop loss para o ponto de breakeven.
 
O trigo cota a 700 USD.
 
Açúcar
 
11/04: comprei a 17,01 USD
 
Depois de uma vela doji, o açúcar abriu hoje com um gap em alta. A confirmar-se o fecho da vela diária na zona actual, teremos a formação dum padrão de morning doji star, com implicações altistas.
 
O açúcar encontra-se a cotar nos 16,95 USD.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Golden Cross no Açúcar

O nosso trade em açúcar que tinha sido aberto no dia 20 de Março, foi fechado com um ganho de 0,52 USD por cada libra comprada, no dia 1 de Abril, depois de ter actualizado o stop loss para os 17,60 no dia 30 de Março.
 
Em boa hora o fiz. Desde dia 1 de Abril que o açúcar tem caído, tendo já desvalorizado cerca de 3,5%.
 
Hoje, assistimos a um "Golden Cross" no açúcar. Como referi num post anterior, trata-se dum evento gráfico com implicações bullish e que acontece quando a média móvel mais sensível de 50 dias intercepta em alta a média móvel de mais longo prazo dos 200 dias.
 
Poderemos estar a assistir ao final da onda 4 correctiva de Elliott e a preparmo-nos para a última onda impulsiva 5, conforme exemplifico no gráfico.
 
Decido comprar açúcar a 17,01 com stop loss a 16,48 e take profit a 18,90.
 

 

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Trigo: Os Fundamentais Mantêem-se

Na sequência da última análise feita ao trigo no dia 10 de Março (ler análise completa AQUI) demonstrei o meu otimismo em relação mercado das soft commodities.
 
No dia 11 de Março, entrei longo em trigo e saí passado 3 dias com um ganho de 26 USD por cada 100 bushel.
 
Nos dias seguintes o trigo ainda subiu mais devido à ameaça de guerra entre a Rússia e a Ucrânia que provocou um sell-off nas acções e levou a que o preço dos cereais disparasse. Recordo que a Ucrânia é o 6º maior exportador de trigo, a nível mundial.
 
O aliviar das tensões nas últimas  duas semanas, levou a que o preço desvalorizasse 6%.
 
Os fundamentais que me levaram a abrir uma posição no início de Março continuam válidos. Recapitulando:
  • A oferta excendária deverá manter-se nas duas próximas temporadas, mas deverá cair 26 milhões de toneladas em 2014/2015 e 5 milhões de toneladas em 2015/2016;
  • A queda do excendente de produção e os baixos níveis de inventários, fazem com o que preço do cereal seja muito sensível a qualquer problema no que toca à qualidade das colheitas e exportação da matéria-prima;
  • O IGC (International Grains Council) reviu em baixa a sua previsão de plantação de trigo para 2014 para 696,3 milhões de toneladas dos anteriores 697 milhões de toneladas, reflectindo uma diminuição na área de cultivo de 500.000 hectares;
  • O USDA estima que as secas nos Estados Unidos possam continuar.
Tecnicamente, o trigo testou com sucesso o nível 38,2% de fibo da última subida que fez entre o mínimo de 3 anos nos 548 USD e o máximo anual nos 722 USD. Além disso, poderemos ter mais um sinal bullish nas próximas sessões. A média móvel de 50 dias está prestes a interceptar a média móvel de 200 dias em alta, formando uma golden cross.
 
Decidi abrir uma posição longa a 671 USD com stop loss nos 610 USD e take profit nos 780 USD.

Devemos ter em atenção o crop report que irá ser divulgado pelo USDA hoje às 17h.
 
 

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Cobre dá boa oportunidade short após pacote de medidas de estímulo da China aquém das expectativas

Desde o início do ano o cobre caiu mais de 13%, tendo igualado mínimos de 2011.

A China é o maior consumidor mundial deste metal industrial, representando cerca de  50% da procura global mundial. É por esta razão que os factores que apontei na úiltima análise feita ao cobre, no dia 12 de Março ( poderá ler o artigo completop AQUI), em conjunto com as previsões de abrandamento económico da China para este ano,  podem ditar a queda na procura de cobre e a consequente desvalorização no seu preço.
 
 
pós a quebra do importante suporte dos 300USD, o cobre encetou uma recuperação ascendente, tendo testado ontem o nível 38,2% de fibonacci do último swing de baixa, iniciado a 18 de Fevereiro. A vela de ontem formou um martelo invertido perfeito e deu-nos um excelente ponto de entrada short. Opto por entrar curto no cobre a 302,77 USD, a favor da tendência principal, com stop loss a 316,80 e take profit nos 268 USD.
 

domingo, 30 de março de 2014

Actualização aos trades em Açúcar e Ouro

Açucar
 
No princípio da semana, o departamento de meteorologia da Austrália referiu que as águas do Oceano Pacífico estão a aquecer e que a probabilidade de ocorrer um El Niño em 2014, é agora maior.
 
Em reacção, os preços do açucar dispararam, com as preocupações dos investidores em relação às anomalias climatéricas provocadas por um El Niño e ao risco acrescido que traz à produção de açúcar no Brasil e na Ásia.
 
À cotação de 6ª feira (17,94USD) o açucar é neste momento o nosso melhor trade, desde que iniciámos esta carteira em Fevereiro, pelo que decido proteger ganhos actualizando o stop loss para os 17,60USD.

Ouro
 
Na passada sexta-feira o ouro foi alvo de forte pressão vendedora, atingindo os 50% de fibonacci do movimento altista que iniciou a 31 de Dezembro. Nas últimas duas semanas o ouro desvalorizou cerca de 7%.
 
Recordo que tínhamos uma posição longa com stop loss a 1289USD. Confesso que na altura, fiquei tentado em cometer um erro de principiante ao baixar o stop loss para os 1280 USD, ou seja, abaixo do nível 50% de fibo, precisamente onde o ouro encontrou pressão comparadora na 6ª feira passada.
 
O que iria acontecer, caso o ouro continuasse a cair, seria exponenciar as perdas e ir contra uma das regras fundamentais da gestão de risco da minha carteira: NUNCA arriscar mais de 3% da carteira em cada trade!
 
Em vez disso, decidi seguir uma das máximas do reconhecido trader Ed Seykota que diz o seguinte: "Quando uma das posições que possuis em carteira começa a tirar-te o sono, corta para metade o tamanho da mesma".
 
Foi precisamente isso que eu fiz. Assumi a perda em metade da posição e na outra metade mantenho em aberto e baixei o stop loss para os 1280USD.
 

terça-feira, 25 de março de 2014

Ouro: apesar da queda os fundamentais mantêm-se válidos

O ouro spot esteve ontem sob forte pressão vendedora. A quebra dos mínimos mensais nos 1320 USD activou várias ordens de stop loss, colocadas abaixo desse nível, fazendo também saltar o nosso stop loss colocado a 1314.
 
Os fundamentais, que me fizeram abrir a posição no passado dia 19 de Março, continuam válidos, pelo que opto por reabrir uma nova posição longa a 1306,10 com stop loss nos 1289 (abaixo das médias móveis de 50 e 200 dias) e take profit nos 1408 USD. Recordo que o contrato de Abril do ouro expira depois de amanhã, dia 27 de Março às 15h00 GMT, pelo que deverão abrir a posição no contrato de Junho.
 
Além da China, outros bancos centrais têm vindo a comprar ouro. É o caso do Iraque que comprou 36 toneladas do metal amarelo no mês de Março.