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quinta-feira, 17 de julho de 2014

Rumor de mercado aponta para abatimento dum avião comercial em território ucraniano

Notícia de última hora: rumores apontam para que um avião comercial (Boeing 777) da Malásia Airlines tenha sido abatido por um míssil em território ucraniano. As forças separatistas de Donetsk já negaram o envolvimento.
Esta notícia bombástica está a pressionar os índices europeus e americanos que já tinham aberto a sessão diária em queda, na sequência dos Estados Unidos terem reforçado as sanções à Rússia e dos líderes europeus terem pedido ao Banco de Investimento Europeu para suspender os novos empréstimos à Rússia.
Ambos os factores têm contribuído para o bom desempenho dos trades que mantenho abertos.  O Ouro registou novos máximos nos 1318 USD e o Dax já cotou nos 9730 pontos.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Euronext tem uma estreia negativa em bolsa

A gestora da bolsa de Lisboa, a Euronext, teve hoje a sua estreia em bolsa. As 42,5 milhões de acções que a Intercontinental Exchange (ICE) colocou em bolsa, representativas de 60,36% do capital da empresa, foram vendidas (maioritariamente a grandes investidores e investidores institucionais) por 20 euros, muito próximo do limite inferior do intervalo que havia sido anunciado (entre os 19 e os 25€).
Os títulos começaram hoje a ser negociados em 3 das 4 bolsas que são geridas pela Euronext: Paris, Bruxelas e Amesterdão. A estreia não correu como o esperado, com a acção a começar a cotar nos 19,40€ e a fechar nos 19,21€, uma desvalorização de quase 4%.
 

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Principal acontecimento de risco da semana: hoje às 19h00

Mais logo ao fim da tarde, às 19h00, terá lugar o principal acontecimento de risco da semana – a decisão sobre a política monetária da Fed e as projecções económicas da FMOC, sendo expectável um novo corte de 10 mil milhões de dólares no pacote de estímulos monetários.
No entanto, o tapering já está incorporado no preço e os investidores estão mais centrados nas projecções económicas para a taxa de desemprego, inflação e PIB e para as explicações que serão dadas por Janet Yellen.
  1. Taxa de desemprego mais baixa. As últimas previsões da Fed, realizadas em Março, apontavam para uma taxa de desemprego entre os 6,1% e os 6,3% para o último trimestre do ano. Ora, o limite superior deste intervalo (6,3%) foi atingido em Maio, pelo que a Fed poderá rever este intervalo em baixa, mostrando assim uma normalização do mercado laboral.
  2. Mais inflação. A inflação também poderá ser revista em alta, depois dos preços do consumidor, relativos em Maio, terem subido 0,4%. Um aumento da previsão da inflação, transmitirá a ideia de que a Fed poderá aumentar a taxa de juro de referência logo após o término do programa de QE, o que será benéfico para o dólar.
  3. Previsão de PIB mais baixo. O PIB deverá ser revisto em baixa devido à contração do PIB do primeiro trimestre, maior que o esperado.
A reacção do dólar será um pouco imprevisível e dependerá muito da forma como Yellen explicar as alterações que referi em epígrafe. A balança poderá pender para qualquer um dos lados. Se o destaque for para a previsão de uma inflação mais alta e uma menor taxa de desemprego, o dólar poderá valorizar face à maior parte das divisas. Pelo contrário, se o destaque for para o abrandamento da economia, a reação do dólar deverá ser a inversa.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Mario Draghi surpreende mas não convence

Mário Draghi surpreendeu o mercado e introduziu novas medidas de facilitismo monetário, além daquelas que já eram esperadas pelo mercado.  Conforme referi na análise, feita no dia 23 de Maio, o BCE cortou a taxa de juro de referência em 10bps para 0,15% (um mínimo histórico) e a taxa dos depósitos em -0,10%, ou seja, os bancos que depositem dinheiro junto do BCE terão que pagar um juro de 0,10%, ao invés do que acontecia anteriormente em que a taxa dos depósitos era de 0%. Esta medida é bastante benéfica porque obrigará os bancos a retirarem o capital do banco central e a financiarem a economia.
 
Estes dois eventos já estavam descontados no preço do EURUSD. As grandes novidades, que fizeram com que o EURUSD caísse mais de 100 pips, e que até agora não passavam de meras especulações, foram as medidas anunciadas na conferência de imprensa das 13h30, que passo a citar:
  • Irão ser implementados dois longer-term refinancing operations (LTROs) com maturidades em Setembro e Dezembro de 2018 no montante de 400 mil milhões de euros;
  • Irá ser descontinuado o programa de esterilização de SMP;
  • Está a ser preparado um programa de compra de asset-backed security (ABS), Atenção que apenas está a ser preparado, ainda não foi activado;
  • O BCE diz estar preparado para trabalhar num programa de quantitative easing (QE), caso seja necessário;
  • As taxas deverão permanecer nos níveis actuais por um longo período de tempo.
Apesar de todas estas medidas, o BCE não jogou aquele que é o seu maior trunfo - o QE. Na minha opinião, o BCE só o deverá fazer caso a europa entre em cenário de deflação.
 
O PIB e a inflação também foram revistos pelo staff do BCE.
 
- PIB 2014 1,0% vs Prev. 1,2%
- PIB 2015 1,7% vs Prev. 1,5%
- PIB 2016 1,8% vs Prev. 1,8%
 
- Inflação 2014 0,7% vs Prev. 1,0%
- Inflação 2015 1,1% vs Prev. 1,3%
- Inflação 2016 1,4% vs Prev. 1,5%
 
Convém relembrar que desde que o Mario Draghi anunciou que o BCE iria actuar, o EURUSD já caiu quase 500 pips. Apesar de hoje, Mario Draghi ter surpreendido o mercado com as medidas que apresentou, o que é certo é que o EURUSD já recuperou tudo aquilo que tinha caído no dia de hoje, tendo encontrado bastante força compradora no suporte dos 1,3500.
 
 

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Partidos anti-europa conquistam 30% dos lugares no Parlamento Europeu

Num dia de fraca liquidez, motivado pelos feriados nos Estados Unidos (Memorial Day Holiday) e no Reino Unido (Spring Bank Holiday), as acções europeias negoceiam em máximos desde 2008, em resposta à vitória de Petro Poroschenko nas eleições presidenciais da Ucrânia e às declarações de 6ª feira passada em que Putin disse que iria trabalhar em conjunto com o presidente eleito.
Ao invés das presidenciais na Ucrânia, os resultados das eleições para o Parlamente Europeu, foram surpreendentes. O povo saiu à rua e votou nos partidos anti-europeus e de extrema direira, conseguindo 130 lugares dos 751 disponíveis (o que deverá coloca-los como terceira força política). De especial referência foram os resultados em França, em que o partido da Frente Nacional, de Marine Le Pen, quadriplicou a percentagem de votos de 2009 e ganhou com 25% e o partido grego anti-austeridade Syriza.
Na minha opinião, esta vitória marca uma inversão do sentimento na maioria dos países europeus, com os eleitores a mostrarem claro descontentamento face às políticas adoptadas e a evidenciar algumas fragilidades em relação ao projecto da zona euro. A situação na Ucrânia também ainda não está completamente resolvida, pelo que a instabilidade e nervosismo nos mercados financeiros poderá voltar.
 
Num artigo que fiz há uns tempos, chamei a atenção para a correlação inversa que existe entre o VIX e o S&P500, ou seja, quando o VIX está em mínimos, o S&P500 está em máximos, e vice-versa. Neste momento, o VIX cota em mínimos de 2007 (ano em que começou a crise do subprime) e poderá evidenciar que o mercado começar a aproximar-se dos máximos e poderá estar em fase de distribuição. Para já mantenho-me muito cauteloso e com uma baixa exposição ao mercado acionista (leia-se posições longas).
 

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Aumento de capital do Deutsche Bank penaliza banca europeia

A notícia avançada durante o fim de semana pelo jornal alemão Handelsblatt, que revelava que o Deutsche Bank vai aumentar o capital em 8 mil milhões de euros, está hoje a penalizar as acções do banco alemão (-2,3%) e a contagiar toda a banca europeia. A família real do Qatar irá participar no 2º maior aumento de capital da história do banco, com uma compra de 1,75 mil milhões de euros. O restante irá ser vendido a investidores.
 
As fragilidades evidenciadas pelo maior banco alemão, levaram as acções do BCP, BES, BPI e Banif a corrigirem dos ganhos 6ª feira. O Millenium BCP cai quase 3,5%. Fechei o trade, aberto na 6ª feira passada, nos 0,1720€.
 

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Quedas dos juros da dívida beneficiam banca

Os juros das obrigações portuguesas a 10 anos estão hoje no valor mais baixo desde Fevereiro de 2006, nos 3,671%.

Na sequência do êxito de ontem da emissão de bilhetes do Tesouro, o spread entre a dívida portuguesa e a alemã também está mais baixo, contribuindo para a valorização das acções da banco do PSI-20.

A queda dos juros da dívida, em todos os prazos, acompanha a evolução que tem acontecido em Espanha, Itália e Irlanda, e surge numa altura em que nos aproximamos do final do programa de ajustamento. O IGCP deverá anunciar esta quinta-feira o regresso aos leilões de dívida de longo prazo.

Na praça lisboeta o BES, BCP e BPI reagem positivamente com valorizações de 1,59%, 0,66% e 0,21%. O Banif também se encontra a corrigir da forte queda, motivada pelo anúncio do aumento de capita, com uma valorização de 2,91%.

Actualizo o stop loss do BES e da Altri para os pontos de breakeven, ou seja, para os 1,2240€ e 2,32€, respectivamente.
 
 

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Foco dos investidores centrado na conferência de imprensa do BCE

Os mercados abriram em baixa, com o foco dos investidores a centrar-se na conferência de imprensa do Banco Central Europeu (BCE) de mais logo às 13h30.
 
Espera-se que Mário Draghi mantenha inalterada a taxa de juro de referência, desapontando aqueles que esperavam que o BCE introduzisse o Quantitative Easing (QE).
 
Na última conferência de imprensa do dia 6 de Março, o BCE disse que iria manter a política monetária acomodativa e reviu em alta  a projecção da inflação para 2014, dos anteriores 1,1% (Dezembro) para 1,0% e para 2015 e 2016. Estes dados levaram ao fortalecimento do euro e à valorização do ouro superior a 1%.
 
As últimas leituras apontam para uma queda da inflação. No entanto deverão ser justificadas como temporárias e susceptíveis de ser alteradas a médio prazo.
 
Deixo os gráficos do EURUSD e do Ouro.
 
O EURUSD encontra-se a negociar dentro dum canal descendente de médio prazo. Este é um padrão de continuação de tendência,  pelo que ponderarei uma entrada longa caso quebre o mesmo em alta, o que à cotação actual deverá acontecer nos 1,3830.
 
No ouro estou bastante Bullish no longo prazo. Poderão consultar uma análise mais detalhada sobre a minha opinião através deste link: http://thebreakoutrader.blogspot.pt/2014/03/mas-afinal-devemos-comprar-ou-vender.html
 
Para já está a testar um importante suporte dado pelo máximo relativo, estabelecido no dia 27 de Janeiro, nos 1278 USD, tendo a vela de ontem e de 3ª feira, formado um bullish engulfing pattern.
 
 
 

quarta-feira, 19 de março de 2014

Principais Conclusões da Conferência de Imprensa da FOMC

Na conferência de imprensa desta tarde, com início às 18h00 GMT, e tal como era esperado pelo mercado, a FED cortou em 5 mil milhões de dólares as compras de obrigações do tesouro americano e 5 mil milhões em MBS.
 
A taxa directora da FED manteve-se inalterada nos 0,0 - 0,25% e alguns membros da FED disseram mesmo que seria expectável ver a taxa nos 1% em 2015. Esta foi mesmo uma das conclusões mais importantes da primeira conferência de imprensa com Yellen á frente da FED. Yellen disse que passados 6 meses após o fim do programa de QE, previsto para o final do ano, poderá haver um aumento da taxa de juro.
 
Ficou assim bem claro que a FED pretende deixar a sua política altamente acomodativa. Em reacção o dólar valorizou e o nosso primeiro trade em ouro, aberto no dia 5 de Março, foi fechado com um ganho de 15,60USD por cada onça comprada.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Principais conclusões da conferência de imprensa do BCE

Durante a conferência de imprensa do BCE, que ocorreu às 13h30, Mario Draghi disse que o BCE iria manter a política monetária acomodativa. Foram também revistas algumas métricas referentes a 2014 e 2015: 
 
·         O BCE reviu em alta a projecção do PIB para 2014, dos anteriores 1,1% (Dezembro) para 1,2% e manteve a projecção para 2015 nos 1,5%;
·         O BCE reviu em baixa a projecção da inflação para 2014, dos anteriores 1,1% (Dezembro) para 1,0%. Para 2015 e 2016 a instituição prevê uma inflação de 1,3% e 1,5%, respectivamente.
A falta da apresentação de novas medidas por parte do BCE, e o facto de não ter havido nenhum anúncio em relação à suspensão da esterilização do programa Securities Markets Programme (SMP), resultaram no fortalecimento do euro. Por outro lado, o enfranquecimento do dólar americano levou o ouro a valorizar quase 1%, uma vez que apresenta uma correlação inversa com o dólar.
 

segunda-feira, 3 de março de 2014

NOTÌCIA: Tensão entre a Ucrânia e Rússia leva a aversão ao risco

As acções europeias encontram-se sob forte pressão vendedora, com os investidores a venderem os títulos após declarações de que o Parlamento russo terá autorizado, de forma unânime, uma intervenção militar na Ucrânia.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

NOTÍCIA: FACEBOOK compra WhatsApp por 19 mil milhões de dólares

Segundo contas do Jornal de Negócios, em vez da WhatsApp (aplicativo de mensagens instantâneas para Smartphones) Zuckerberg podia ter comprado os bancos do PSI-20 e ainda sobravam 210 milhões.

Notícia completa do Jornal de Negócios

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Minutas da FOMC

Hoje pelas 19h, publicaram-se as minutas da FOMC (Federal Open Market Committee), comité responsável pela política monetárias da Reserva Federal Norte Americana, relativas à última reunião de Janeiro, tendo-se apurado as seguintes conclusões:

- A maioria dos participantes assumiu uma postura mais hawkish (contra os estímulos) a favor da continuação dos cortes de 10 mil milhões de dólares por mês;
- Alguns participantes falaram na possibilidade de um aumento da taxa de juro de referência, em breve;
- Alguns participantes chamaram a atenção para o facto do tapering poder ser ajustado, caso o comportamento da economia se desvie muito do expectável;
- Os membros da FOMC mostraram-se particularmente preocupados com a turbulência a que se tem assitido nos mercados emergentes

Em reacção imediata, o dólar americano valorizou face à maior parte das divisas, com destaque para o nosso trade em USDCAD que subiu 130 pips!