segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Altri: o regresso às quedas

A Altri tem vindo a recuperar das perdas que castigaram fortemente a acção entre Março e Julho deste ano. Neste período a papeleira perdeu mais de 30% do seu valor em bolsa.

 A Altri iniciou a recuperação antes do PSI-20 iniciar e enquanto o PSI-20 inverteu a sua tendência no dia 8 de Setembro, a Altri só o fez na sessão da última 6ª feira.

A contribuir para esta recuperação esteve o fortalecimento do dólar americano face ao euro. Sendo a Altri uma empresa de cariz marcadamente exportador (94% das vendas de papel são feitas lá fora), a desvalorização da moeda única nas últimas semanas, devido às medidas de expansionismo monetário implementadas pelo BCE, tem ajudado as exportações da empresa. Também o upgrade do target da Altri pelo BPI e o reforço da participação no capital da empresa por parte de Paulo Fernandes (CEO da Altri), poderão ajudar a explicar esta subida mais prolongada.

Na sessão da última 6ª feira a Altri testou o nível 61,8% de fibo do último movimento de queda, com  a formação de uma vela de shooting star e uma ilha de reversão simultaneamente.

Na minha opinião estão reunidas as condições para regressarmos às quedas, pelo que abri uma posição curta perto do final da sessão a 2,512€ com stop loss a 2,62€ (acima da sombra superior da vela da shooting star) e take profit nos 2,25€.



quinta-feira, 11 de setembro de 2014

ALIBABA: será um verdadeiro negócio da China?

A maior empresa de comércio online da China vai dispersar o seu capital na bolsa americana já no próximo dia 19 de Setembro, naquela que é já considerada por muitos a maior operação financeira da história.
O que faz a Alibaba?                                                   
Fundada em 1999, a Alibaba é a maior empresa tecnológica de comércio online na China. A empresa facilita o processo de compra e venda de qualquer artigo entre compradores (sobretudo particulares) e vendedores (sobretudo empresas), anulando deste modo o custo com intermediários e baixando significativamente o preço dos produtos para o consumidor. Em troca a Alibaba cobra uma comissão de 3% sobre cada negócio efectuado.
O modelo de negócio é bastante simples e acarreta custos bastante baixos para a empresa uma vez que não necessita de ter qualquer inventário nem gerir stocks, transferindo esse custo para os anunciantes.
 
O comércio electrónico na China cresceu 71% entre 2009 e 2012, que compara com um crescimento de 13% nos Estados Unidos em igual período. Este gigante chinês tem beneficiado do crescimento da classe média chinesa e do aumento do poder de compra. Só em 2013 a Alibaba teve 630 milhões de utilizadores, um número que deverá aumentar nos próximos anos.
É neste mercado, onde ocupa uma posição dominante, que obtém 85% das suas receitas, tendo gerado um volume de negócios (VN) de 8,46 mil milhões de dólares no exercício de 2013, correspondente a um lucro líquido de 7,72 mil milhões de dólares.
 
Principais desafios
Os principais desafios passam pela capacidade da empresa em conseguir diversificar-se e reforçar a internacionalização através da entrada nos Estados Unidos e Europa. Outro factor prende-se com a concorrência crescente que pretende tirar à Alibaba o seu monopólio no mercado chinês. O conhecido motor de busca chinês, Baidu, já começou a desenvolver ferramentas para atacar o mercado do comércio electrónico.
Oferta Pública de Venda (OPV)
A Alibaba deverá estrear-se em bolsa na próxima 6ª feira, dia 19 de Setembro, com um preço a rondar o limite superior do intervalo definido (60 a 66 dólares). Considerando o valor de 66 dólares, a empresa será avaliada em 18 vezes o seu volume de negócios, ou seja,  165 bln USD e apresentará um PER (rácio entre o preço e o lucro líquido) de 44,89, o que me parece claramente exagerado, mesmo tendo em conta as expectativas de crescimento de 27%/ano do comércio online na China (senão compare-se com o Ebay que apresenta um PER de 21,74, menos de metade).
Conclusões
O timing para a OPV da Alibaba não podia ser melhor uma vez  que o Nasdaq se encontra em máximos anuais e o S&P500 em máximos históricos. A especulação em torno da Alibaba e a procura de empresas com forte crescimento gera sempre um grande entusiasmo na comunidade investidora, o que poderá levar a fortes subidas nas primeiras sessões.
 
O risco de comprar acções tão sobrevalorizadas (quando comparadas com outras empresas do mesmo sector e a cotar na mesma bolsa) é elevado. Ainda para mais, a Alibaba será cotada através de uma empresa sediada nas Ilhas Caimão uma vez que a lei chinesa tem bastantes restrições no que respeita a participações estrangeiras. Ou seja, os accionistas não terão qualquer voto na matérias no que respeita a decisões da administração da empresa.
 
Ainda assim acredito que poderá ser um bom investimento de curto prazo, pelo menos enquanto o Nasdaq não atingir os máximos a que cotou na bolha das dot.com nos 4800 pontos. A reboque deverá ir a Yahoo que tem uma participação superior a 20% no capital social da empresa.
 

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Galp forma duplo topo e dá bom ponto de entrada short

O anúncio das medidas expansionistas por parte do BCE, com o corte da taxa de juro de referência para um mínimo histórico nos 0,05% e o anúncio do arranque do programa ABS, coincidiu com a exaustão do movimento de subida da Galp.
 
Na 5ª feira passada a Galp testou pela segunda vez os máximos anuais nos 13,73€, mostrando alguns sinais de distribuição e crescente pressão vendedora. A vela dontem veio confirmar a elevada pressão vendedora e leva-me a crer que poderemos estar perante novas quedas na petrolífera nacional.
 
Abri uma posição short a 13,45€ com stop loss a 13,77€ e take profit nos 12,60€.
 
 
Em relação ao trade em EDP que mantinha aberto desde dia 22 de Agosto, decidi fechar a 3,64€ com um ganho de 0,10€ por acção.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Emissão da licença para investimento no Brasil faz EDP disparar

A EDP disparou ontem mais de 2% depois de ter sido emitida, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente, a licença ambiental para início da construção duma barragem no Brasil, um investimento avaliado em 2,7 mil milhões de reais.

Como resultado, a EDP confirmou o breakout da linha de tendência descendente e aproximou-se do nosso take profit nos 3,72€.
Actualizamos o nosso stop loss para o ponto de breakeven nos 3,541€.
 
 
 

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

A EDP continua com energia

O descalabro recente da banca nacional, com a saída de bolsa do BES e do ESFG e a forte desvalorização dos restantes títulos do sector, levaram o sector energético a aumentar a sua ponderação no mercado nacional quase para metade.
 
Em conjunto com a Galp e a Jerónimo Martins, a EDP está agora entre os três pesos pesados do PSI-20.
 
Apesar das fortes quedas que têm assolado a bolsa nacional, o que é certo é que a EDP tem mostrado alguma resiliência em acompanhar as mesmas. Enquanto que o PSI-20 caiu mais de 31% desde os seus máximos, a EDP resvalou “apenas 18,6%, um sinal claramente positivo e que mostra que os investidores continuam confiantes na empresa liderada por António Mexia.
 
Depois de ter iniciado uma recuperação no dia 8 de Agosto, a EDP subiu mais de 45 cêntimos. A subida dontem de quase 2% levou a eléctrica nacional a quebrar em alta uma linha de tendência descendente, que vinha marcando a fase correctiva em que a acção se encontrava.
 
Posto isto, decido comprar EDP a 3,541€ com stop loss a 3,46€ e take profit nos máximos anuais nos 3,72€.
 
 
 

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Quem quer um café?

Depois de recarregadas as energias durante as férias, é tempo de voltar a olhar para os mercados e actualizar o meu blog que ficou parado durante duas semanas.

Enquanto tomava o pequeno almoço esta manhã e passava os olhos pelas notícias e pelos mercados, houve uma commodity agrícola que me despertou a atenção. Apesar de nem sequer beber café ao pequeno almoço, foi precisamente neste activo que o aparecimento de uma vela em formato de martelo invertido no dia 1 de Agosto me fez ficar colado ao ecrã.

Uma vez que não costumo acompanhar de perto os fundamentais do café, decidi investigar um pouco e descobri que dados oficiais revelaram que o café, e as commodities agrícolas em geral, têm-se tornado uma aposta popular entre os diversos hedge funds, mas do lado do short selling. De acordo com a Commodity Futures Trading Commission, as posições longas em futuros e opções sobre as 12 commodities agrícolas mais negociadas nos Estados Unidos, reduziram-se em 30.000 contractos só na última semana. Apesar desta redução reflectir uma queda no sentimento, o open interest (número de contractos activos) continua a aumentar: 300,000 contractos desde o final de Abril.

Posto isto, iniciei uma posição curta em café a 187,10 com stop loss a 196,10 (acima do máximo semanal) e take profit a 166.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Tempo para férias

O mês de Agosto é um mês tipicamente de férias e esta altura é marcada por uma liquidez sazonal mais baixa.

Também eu rumei ao sul do país para umas férias de duas semanas, portanto estarei afastado dos mercados e da actualidade.

Entre um mergulho e outro tentarei responder a todos os emails e dúvidas que me emviarem.

Bons mergulhos!