quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Emissão da licença para investimento no Brasil faz EDP disparar

A EDP disparou ontem mais de 2% depois de ter sido emitida, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente, a licença ambiental para início da construção duma barragem no Brasil, um investimento avaliado em 2,7 mil milhões de reais.

Como resultado, a EDP confirmou o breakout da linha de tendência descendente e aproximou-se do nosso take profit nos 3,72€.
Actualizamos o nosso stop loss para o ponto de breakeven nos 3,541€.
 
 
 

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

A EDP continua com energia

O descalabro recente da banca nacional, com a saída de bolsa do BES e do ESFG e a forte desvalorização dos restantes títulos do sector, levaram o sector energético a aumentar a sua ponderação no mercado nacional quase para metade.
 
Em conjunto com a Galp e a Jerónimo Martins, a EDP está agora entre os três pesos pesados do PSI-20.
 
Apesar das fortes quedas que têm assolado a bolsa nacional, o que é certo é que a EDP tem mostrado alguma resiliência em acompanhar as mesmas. Enquanto que o PSI-20 caiu mais de 31% desde os seus máximos, a EDP resvalou “apenas 18,6%, um sinal claramente positivo e que mostra que os investidores continuam confiantes na empresa liderada por António Mexia.
 
Depois de ter iniciado uma recuperação no dia 8 de Agosto, a EDP subiu mais de 45 cêntimos. A subida dontem de quase 2% levou a eléctrica nacional a quebrar em alta uma linha de tendência descendente, que vinha marcando a fase correctiva em que a acção se encontrava.
 
Posto isto, decido comprar EDP a 3,541€ com stop loss a 3,46€ e take profit nos máximos anuais nos 3,72€.
 
 
 

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Quem quer um café?

Depois de recarregadas as energias durante as férias, é tempo de voltar a olhar para os mercados e actualizar o meu blog que ficou parado durante duas semanas.

Enquanto tomava o pequeno almoço esta manhã e passava os olhos pelas notícias e pelos mercados, houve uma commodity agrícola que me despertou a atenção. Apesar de nem sequer beber café ao pequeno almoço, foi precisamente neste activo que o aparecimento de uma vela em formato de martelo invertido no dia 1 de Agosto me fez ficar colado ao ecrã.

Uma vez que não costumo acompanhar de perto os fundamentais do café, decidi investigar um pouco e descobri que dados oficiais revelaram que o café, e as commodities agrícolas em geral, têm-se tornado uma aposta popular entre os diversos hedge funds, mas do lado do short selling. De acordo com a Commodity Futures Trading Commission, as posições longas em futuros e opções sobre as 12 commodities agrícolas mais negociadas nos Estados Unidos, reduziram-se em 30.000 contractos só na última semana. Apesar desta redução reflectir uma queda no sentimento, o open interest (número de contractos activos) continua a aumentar: 300,000 contractos desde o final de Abril.

Posto isto, iniciei uma posição curta em café a 187,10 com stop loss a 196,10 (acima do máximo semanal) e take profit a 166.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Tempo para férias

O mês de Agosto é um mês tipicamente de férias e esta altura é marcada por uma liquidez sazonal mais baixa.

Também eu rumei ao sul do país para umas férias de duas semanas, portanto estarei afastado dos mercados e da actualidade.

Entre um mergulho e outro tentarei responder a todos os emails e dúvidas que me emviarem.

Bons mergulhos!

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Bes: e agora?

Ontem à noite o BES apresentou um prejuízo recorde de 3,57 mil milhões de euros relativo ao primeiro semestre do ano. A administração do banco apontou que este valor se deveu a “factores extraordinários”, tendo contabilizado 4,3 mil milhões de euros só em imparidades relacionadas com provisões para eventuais perdas relacionadas com empresas do GES, provisões relacionadas com a desvalorização das acções da PT (onde o BES detêm uma posição de 10%), desvalorização dos activos do banco AMan Bank na Líbia, entre outras. A actividade da banca de retalho em Portugal também não foi famosa e a subida do crédito em 0,3% não foi suficiente para compensar a quebra dos depósitos de clientes em 5,2%, O rácio de crédito/depósitos caiu de 129% em Março para 126% em Junho.
 
A proibição da CMVM da venda a descoberto das acções do BES e a suspensão da negociação dos títulos, antes da abertura da sessão, não foi suficiente para impedir uma abertura com um gap em baixa de mais de 35%. A acção chegou mesmo a registar um mínimo nos 17 cêntimos mas a existência  de grandes ordens de compra neste preço, levou a um ressalto significativo até aos 28,6 cêntimos. Apesar de parecer pouco esta subida equivale a 68% de valorização (um movimento interessante para quem gosta de fazer trading de mais curto prazo).
 
E agora?
 
Há mais ou menos um mês escrevi uma análise intitulada “O Fim do Bull Market do BES”. Nessa altura a acção cotava a 0,78€ e tinha acabado de acontecer sinal técnico importante: um “death cross”, ou seja, o cruzamento das médias móveis de 50 e 200 dias em baixa. Foi mais que a tempo de quem ainda detinha acções do BES sair do título e minimizar as perdas. Passado mais de um mês, a acção cota mais de 50 cêntimos abaixo e a pergunta que se impõe é: quando é que esta sangria vai parar?
 
Gostaria de vos poder dar uma resposta conclusiva mas a verdade é que a resposta a esta pergunta é difícil de encontrar e dependerá muito da forma como o banco conseguir transmitir ao mercado os próximos passos a dar na recapitalização do banco e o caminho a ser seguido. Temos ainda a incerteza relativamente à nova data para a assembleia geral, que deveria ter sido realizada hoje, e as conclusões que daí saírem.
 
Os elevados prejuízos deixaram a instituição, liderado por Vítor Bento, com o rácio de solidez financeira "common equity tier 1" de 5%, muito abaixo do mínimo exigido pelo Banco de Portugal de 7%. O caminho mais provável será um aumento de capital entre os 1.500 milhões e os 3.000 milhões de euros e a venda de activos como a posição de 10% na PT.
 
Tecnicamente, o mercado fechou hoje com uma vela doji, a mostrar algum equilíbrio entre pressão compradora e vendedora. Os 0,17€ funcionam agora como um importante suporte e poderemos assistir a uma correcção técnica em alta, tendo como objectivo o fecho do gap nos 0,34€.
 
 

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Jerónimo Martins desilude os investidores

A Jerónimo Martins apresentou resultados líquidos de 144,9 milhões de euros entre Janeiro e Junho de 2014, o que representa uma quebra de 12,4% face a igual período do ano passado.

Apesar das vendas terem aumentado 7,2%, o facto de dois terços dessas mesmas vendas terem sido feitas na Polónia afectou os resultados do grupo devido à queda da inflação na Polónia.

Esta quebra nos lucros é também justificada pelo impacto do investimento inicial que foi feito na unidade colombiana Ara e nas farmácias polacas Hebe.

Os investidores reagiram negativamente a estas notícias e a acção abriu hoje com um gap em baixa, encontrando-se a desvalorizar mais de 13% para os 10,13€, o valor mais baixo desde Outubro de 2010. A Jerónimo Martins tem resistência nos 10,75€/11,25€. Poder-se-á esperar uma vinda a esta resistência mas a tendência de queda deverá continuar no médio prazo.
 

terça-feira, 29 de julho de 2014

Actualização dos trades em Dax e USDCAD

Esta semana será sem dúvida bastante atribulada do outro lado do Atlântico, com a divulgação da confiança do consumidor, PIB do 2ª trimestre, a decisão sobre a taxa de juro da FOMC, pedidos semanais de subsídio de desemprego,  non-farm payrolls, taxa de desemprego e ISM Manufacturing Index.  
 
Às 15h00 GMT foi divulgado o índice de sentimento económico do consumidor nos Estados Unidos, relativo ao mês de Julho, muito acima do esperado (Act. 90.0 vs Exp. 85.4). Em reacção, as obrigações do tesouro americano a 10 anos caíram 2,5 ticks de 125.10 para os 125.08, o dólar índex fez novos máximos diários e os índices americanos reagiram em alta.
A nossa carteira de investimentos sofreu algumas modificações: o trade em USDCAD foi stopado 1,0820, fruto do fortalecimento do dólar, e saí do trade em Dax a 9610 pontos, com um ganho de 80 pontos.