terça-feira, 11 de março de 2014

segunda-feira, 10 de março de 2014

Trigo: Oportunidade de Compra a Médio/Longo Prazo

Na minha opinião é no mercado agrícola que continuam a existir algumas oportunidades de compra nas commodities. A análise de hoje centra-se no trigo, depois da divulgação dos relatórios das colheitas esta tarde pelo USDA (United States Department of Agriculture).
 
Mesmo depois da recente subida de 18,4% do preço do trigo, numa perspectiva de longo prazo (a 5 anos) o preço do trigo continua barato e bastante sobrevendido (considerando posições não comerciais). Esta afirmação é consubstanciada pelos baixos níveis de inventários actuais, que se traduzem em aproximadamente 11 semanas de consumo.
 
Oferta e Procura
A oferta excendentária deverá manter-se nas duas próximas temporadas, mas deverá cair 26 milhões de toneladas em 2014/2015 e 5 milhões de toneladas em 2015/2016. O crescimento da procura deverá manter-se estável nos 3%, potenciado pelo crescimento da população a nível mundial. A queda anunciada do excedente de produção e os baixos níveis de inventários, fazem com que o preço do cereal seja muito sensível a qualquer problema no que toca à qualidade das colheitas e exportação da matéria-prima pelos principais produtores (Estados Unidos, América do Sul, Rússia e Ucrânia).
O IGC (International Grains Council) reviu em baixa a sua previsão de plantação de trigo para 2014 para 696,3 milhões de toneladas dos anteriores 697 milhões de toneladas. O downgrade reflecte um corte de 500.000 hectares de área de cultivo a nível mundial, principalmente na Ucrânia, onde o tempo húmido dificultou o semeio durante o Outono, e na Turquia, onde as plantações foram atingidas pela seca, seguida de tempo frio, levantando preocupações acerca da qualidade das
O faz mexer o preço actualmente?
Nas últimas semanas o preço de cada bushel de trigo disparou nos mercados internacionais. Esta valorização reflecte as preocupações dos investidores em torno da crise geopolítica na Ucrânia. A convocação dum referendo na Crimeia sobre a possibilidade da região passar a integrar a Rússia, provocou um spike no preço do trigo.
Apesar de haver poucas evidências em relação aos efeitos que esta crise possa ter na exportação do cereal por parte da Ucrânia (6º maior exportador a nível mundial), a mera possibilidade de que possa haver interrupções no fornecimento do cereal, leva o preço a disparar.
A Ucrânia exportou 25 milhões de toneladas de trigo desde Julho de 2013 até agora, prevendo-se que ainda possa exportar 8,7 milhões de toneladas nos restantes 4 meses da colheita.
Previsões de seca
O USDA  estima que a seca nos Estados Unidos deverá continuar durante as próximas semanas. A más condições meteorológicas, com o inverno frio e seco, tem prejudicado as plantações de trigo. A título exemplificativo, o estado do Kansas (maior produtor do cereal), teve um rácio entre plantações de boa qualidade/má qualidade de 34%, menos 1% que no mês anterior. Nos restantes estados as quedas neste rácio foram ainda mais acentuadas.
Relatório de Março do USDA
Hoje pelas 16h00 foram divulgados os relatórios das colheitas de trigo por parte do USDA em linha com o esperado.
- Wheat End Stocks 558 mln vs. Exp. 562 mln (Prev. 558 mln)
- Wheat Production 2130mln vs. Prev. 2130mln
- Wheat Yield Per Acre 47.2 vs. Prev. 47.2
 
Em reacção, o trigo reagiu caiu 2,1%.
O que nos diz a Análise Técnica?
O trigo tem vindo a subir desde o início de Fevereiro, tendo já valorizado 18,4%. Na passada sexta-feira testou uma importante resistência nos 665USD por cada 100 bushel, coincidente com os máximos de Dezembro de 2013.
Na minha opinião, os níveis de sobrecompra ,dados pelo indicador de momentum RSI, e o facto da vela de hoje, em conjunto com a de 6ª-feira, ter formado um bearish engulfing pattern, leva-me a crer que o trigo poderá ainda ter um ligeiro potencial de queda, antes de voltar a subir.
Os níveis 38,2% (633,45) e 50% de fibonacci (624,65) do último swing de alta, oferecem boas oportunidades de compra. Tentaremos uma compra num destes níveis, com stop loss nos 610USD. O objectivo será a zona de preço dos 710USD.
 
 

The Breakout Trader Comemora o seu 1º Mês de Existência

O blog The Breakout Trader comemora hoje o seu primeiro mês de existência.

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Obrigado a todos os que contribuem diariamente, directa ou indirectamente, para o sucesso deste projecto.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Bons Dados do Mercado Laboral nos Estados Unidos Fortalecem o Dólar

A variação de emprego não agrícola nos Estados Unidos saiu acima do esperado pela primeira vez este ano (175K vs 149K). A taxa de desemprego subiu ligeiramente para os 6,7%.
 
Em reacção, o USD Index subiu dos 79.49 para os 79.71, o ouro spot caiu 12,30 USD dos 1350.60 para os 1338.30, as T-notes caíram 22 pips dos 124.04 para os 123.14 e o contracto E-mini S&P subiu 8.25 pontos dos 1878.50 para os 1886.75.
 
A variação de emprego no Canadá foi muito pior que o esperado (-7,0K vs 15,0K), levando o USDCAD a subir 115 pips.

As acções da EDP continuarão a ter energia para subir?

Desde o início do Bull Market, em Junho de 2012, a EDP valorizou quase 96%. Além de ser uma empresa inserida num sector defensivo, menos dependente dos ciclos económicos, é também a empresa do PSI20 que mais dividendos entrega aos investidores. À semelhança do ano passado, este ano a eléctrica vai pagar 18,5 cêntimos por acção, um valor que dado o valor actual dos títulos em bolsa a coloca em destaque no "ranking" da rendibilidade, com um dividend yield de 5,7%.

No dia 27 de Fevereiro a EDP apresentou resultados referentes ao ano transacto. A EDP terminou o exercício de 2013 com lucros 1.005 milhões de euros, um recuo de 1% face a 2012, mas ainda assim acima das estimativas dos analistas consultados pela agência Reuters que previam um valor médio de 992 milhões de euros. Este é o resultado mais baixo nos últimos seis anos, sendo preciso recuar a 2007 para encontrar um resultado mais baixo: 907 milhões de euros. Nos anos seguintes obteve sempre lucros mais elevados, com um máximo em 2011 de 1.125 milhões de euros. O EBITDA de 2013 (resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) foi 3.617 milhões de euros, valor estável face ao de 2012. Ainda assim, a EDP continua a ser a única cotada na bolsa nacional com lucros acima dos mil milhões de euros.

Como já vem sendo habitual nas minhas análises, vejamos os factores positivos e negativos que poderão condicionar a evolução dos títulos em bolsa.

Factores Positivos

Na minha opinião, as acções da EDP continuam a oferecer valor. Vejamos alguns factores que deverão servir como catalisadores para suportar o título:

·         Continuação do crescimento do negócio eólico, através da EDP Renováveis;

·         A operação no Brasil, através da EDP Brasil;

·         Os cortes nos custos operacionais, levados a cabo no ano passado;

·         A diminuição da percepção de risco do país, com a diminuição dos juros da dívida;

·         A possibilidade de rotação de activos e vendas de posições minoritárias com acordos recentes com a China Three Gorges (CTG);

·         A venda da participação da Iberdrola na EDP;

·         No dia 29 de Janeiro, a eléctrica portuguesa deixou de estar sob vigilância para revisão negativa por parte da agência Standard & Poors. A classificação de crédito da eléctrica permanece em “BB+”, que é a notação mais elevada entre as consideradas “especulativas”;

·         Esforço a gestão em reduzir a dívida da empresa. Em comunicado, após divulgação de resultados, António Mexia afirmou que a eléctrica portuguesa reduziu a dívida líquida em 2012 em 4%;

·         Bom retorno do dividendo na ordem dos 6%;

·         A procura de electricidade em Portugal mantem-se estável. Em 2013 registou uma ligeira subida de 0,2%;

·         A EDP está cada vez menos exposta aos preços do mercado. Excluindo eólicas, a EDP produziu na Península Ibérica 32,6 terawatt hora (TWh) em 2013, mais 16,5% do que em 2012. Dessa energia apenas 41% da energia foi vendida no mercado liberalizado. “A redução da exposição ao mercado está em linha com o objectivo de António Mexia de minimizar os riscos da geração de electricidade, através da formalização de contractos de longo prazo que dêem à EDP e aos accionistas visibilidade sobre as futuras receitas”.

Factores Negativos

·         As pressões regulatórias que deverão continuar a afectar os resultados em 2014. As alterações à regulação em Espanha e Portugal terão um impacto nos resultados antes de impostos de 300 milhões de euros ao ano, no período de 2012 a 2014;

·         Em Portugal, este ano o custo do novo imposto extraordinário sobre a energia terá um impacto negativo nos resultados de 47 milhões de euros. Trata-se de uma taxa de 0,85% que incide sobre os activos das empresas do sector energético e que será cobrada sobre os activos de produção, distribuição e transporte de electricidade;

·         Financiamento mais caro. Para 2014, a EDP admite que o custo da dívida possa subir até 4,7%, o que acabará por penalizar os resultados financeiros da empresa.

O que nos diz a Análise Técnica?

Desde Junho de 2012, que a EDP tem tido um comportamento técnico perfeito, com mínimos e máximos sucessivamente maiores. O mês de Fevereiro foi bastante bom, com a acção a ganhar momentum ascendente, suportada pela especulação em torno dos resultados que a eléctrica iria apresentar no final do mês. Só em Fevereiro a EDP valorizou 13,20%!

Actualmente a acção encontra-se a testar uma importante zona de resistência, entre os 3,20 e os 3,30€, que foi o máximo registado em 2009 e que coincide com os 50% de fibonacci do Bear Market em que a EDP viveu entre Novembro de 2007 e Junho de 2012. Na minha opinião será de estranhar se a EDP não corrigir nesta zona, e até saudável se o fizer, de modo a encontrar pressão compradora para novo movimento altista. O fecho da vela de hoje será sem dúvida importante.

A minha recomendação é de MANTER, para quem já tem o título em carteira, e de aguardar pelo fecho da vela diária e semanal, para quem está a pensar entrar.
 
 

quinta-feira, 6 de março de 2014

AUDUSD activa o H&S invertido

Na análise feita no dia 12 de Fevereiro, chamei a atenção para o facto de aparentar estar a formar-se um padrão de inversão de tendência, conhecido com Ombro-Cabeça-Ombro, no AUDUSD (ver análise AQUI).

O fecho da vela diária de hoje, acima dos 0,9080, confirma o breakout do padrão, cujo target teórico é 420 pips.

Reforçamos a nossa posição longa em AUDUSD, aberta no dia 27 de Fevereiro, a 0,90988, de modo a podermos exponenciar os ganhos. O s7L deverá ficar colocado nos 0,9020 e o T/P nos 0,9240.



Principais conclusões da conferência de imprensa do BCE

Durante a conferência de imprensa do BCE, que ocorreu às 13h30, Mario Draghi disse que o BCE iria manter a política monetária acomodativa. Foram também revistas algumas métricas referentes a 2014 e 2015: 
 
·         O BCE reviu em alta a projecção do PIB para 2014, dos anteriores 1,1% (Dezembro) para 1,2% e manteve a projecção para 2015 nos 1,5%;
·         O BCE reviu em baixa a projecção da inflação para 2014, dos anteriores 1,1% (Dezembro) para 1,0%. Para 2015 e 2016 a instituição prevê uma inflação de 1,3% e 1,5%, respectivamente.
A falta da apresentação de novas medidas por parte do BCE, e o facto de não ter havido nenhum anúncio em relação à suspensão da esterilização do programa Securities Markets Programme (SMP), resultaram no fortalecimento do euro. Por outro lado, o enfranquecimento do dólar americano levou o ouro a valorizar quase 1%, uma vez que apresenta uma correlação inversa com o dólar.