sexta-feira, 4 de abril de 2014

Rentabilidade Acumulada da Carteira Fev/Mar:14,49%

A Carteira de Investimentos, relativa ao mês de Fevereiro, fechou com uma rentabilidade de 13,02% (mais infos AQUI).
 
O mês de Março começou bastante mal com alguns trades perdedores mas acabou por fechar positivo com uma rentabilidade da carteira de 1,47%.
 
A rentabilidade acumulada da carteira, que teve início no mês de Fevereiro, é de 14,49%, tendo em conta o lucros/prejuízos das posições abertas, à data de 31 de Março.
 
O drawdown máximo da portfólio (drawdown é o declínio desde o valor máximo de um portfolio até ao valor mínimo durante um determinado período de tempo) é de 6,59%.
 
Iniciámos o mês de Abril com posições abertas em açúcar e ouro, que entretanto já foram fechadas, e com uma posição curta nas acções da Portugal Telecom e longa nas acções da Sonae SGPS. Aproveito a oportunidade para actualizar o stop loss da posição da Sonae SGPS para os 1,3940, de modo a proteger ganhos.
 
 

Evolução do Balanço da Conta
 


quinta-feira, 3 de abril de 2014

Cobre dá boa oportunidade short após pacote de medidas de estímulo da China aquém das expectativas

Desde o início do ano o cobre caiu mais de 13%, tendo igualado mínimos de 2011.

A China é o maior consumidor mundial deste metal industrial, representando cerca de  50% da procura global mundial. É por esta razão que os factores que apontei na úiltima análise feita ao cobre, no dia 12 de Março ( poderá ler o artigo completop AQUI), em conjunto com as previsões de abrandamento económico da China para este ano,  podem ditar a queda na procura de cobre e a consequente desvalorização no seu preço.
 
 
pós a quebra do importante suporte dos 300USD, o cobre encetou uma recuperação ascendente, tendo testado ontem o nível 38,2% de fibonacci do último swing de baixa, iniciado a 18 de Fevereiro. A vela de ontem formou um martelo invertido perfeito e deu-nos um excelente ponto de entrada short. Opto por entrar curto no cobre a 302,77 USD, a favor da tendência principal, com stop loss a 316,80 e take profit nos 268 USD.
 

Foco dos investidores centrado na conferência de imprensa do BCE

Os mercados abriram em baixa, com o foco dos investidores a centrar-se na conferência de imprensa do Banco Central Europeu (BCE) de mais logo às 13h30.
 
Espera-se que Mário Draghi mantenha inalterada a taxa de juro de referência, desapontando aqueles que esperavam que o BCE introduzisse o Quantitative Easing (QE).
 
Na última conferência de imprensa do dia 6 de Março, o BCE disse que iria manter a política monetária acomodativa e reviu em alta  a projecção da inflação para 2014, dos anteriores 1,1% (Dezembro) para 1,0% e para 2015 e 2016. Estes dados levaram ao fortalecimento do euro e à valorização do ouro superior a 1%.
 
As últimas leituras apontam para uma queda da inflação. No entanto deverão ser justificadas como temporárias e susceptíveis de ser alteradas a médio prazo.
 
Deixo os gráficos do EURUSD e do Ouro.
 
O EURUSD encontra-se a negociar dentro dum canal descendente de médio prazo. Este é um padrão de continuação de tendência,  pelo que ponderarei uma entrada longa caso quebre o mesmo em alta, o que à cotação actual deverá acontecer nos 1,3830.
 
No ouro estou bastante Bullish no longo prazo. Poderão consultar uma análise mais detalhada sobre a minha opinião através deste link: http://thebreakoutrader.blogspot.pt/2014/03/mas-afinal-devemos-comprar-ou-vender.html
 
Para já está a testar um importante suporte dado pelo máximo relativo, estabelecido no dia 27 de Janeiro, nos 1278 USD, tendo a vela de ontem e de 3ª feira, formado um bullish engulfing pattern.
 
 
 

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Bolsa nacional inverte ganhos do início da sessão

A bolsa nacional fechou a desvalorizar 1,2% para os 7678 pontos, invertendo assim tendência de ganhos registada na abertura.
 
O sector bancário foi o que mais penalizou o índice, com o BCP a cair 2,3%, o BES 2,1% e o BPI 2,3%.
 
O BPI foi a acção em maior destaque, tendo feito um novo máximo anual nos 2,06, igualando máximos de 2010. Esta subida esteve relacionada com o anúncio, feito ontem por Fernando Ulrich, de que o seu banco iria antecipar, até ao Verão, o reembolso da totalidade do empréstimo estatal (injecção de capital feita pelo Estado através da compra de obrigações subordinadas de conversão contingente, as chamadas "CoCo bonds").
 
Todas as acções da banca apresentam alguns sinais de sobrecompra. Deixo os gráficos actualizados aos 3 principais bancos da praça nacional.
 
Merece especial atenção, o BCP que se encontra a testar máximos anuais nos 0,2350 e poderá estar a formar um duplo topo e do BPI, cuja vela de hoje formou um martelo invertido.
 
 
 

terça-feira, 1 de abril de 2014

Mota-Engil: "Comprar no Rumor e Vender na Notícia"

A Mota-Engil apresentou bons resultados ontem, após o fecho do mercado, de 50,5 milhões de euros, um aumento de 24% face ao ano anterior.
 
O volume de negócios cresceu 3,1% e a empresa assume-se cada vez mais como uma multinacional com presença física em 3 continentes e 20 países, repartidos pela Europa, África e América Latina. O peso da actividade em Portugal é cada vez mais residual, sendo que a actividade internacional representa actualmente 74% do volume de negócios actual.
 
O aumento da rentabilidade do grupo, com a margem do EBITDA a aumentar 26% para os 362,8 milhões de euros, revela uma boa performance sobretudo das actividades na América Latina e em África, onde a empresa está a estudar a entrada em seis novos países.
 
As acções da Mota-Engil revelaram uma forte pressão compradora durante a parte da manhã, mas rapidamente inverteram, estando neste momento a desvalorizar cerca de 2%.
 
As acções acabaram por comportar-se exactamante de acordo com uma das máximas dos mercados financeiros: "Comprar no Rumor e Vender na Notícia".
 
A explicação para este fenómeno é simples: nas últimas semanas os investidores compraram na expectativa da empresa apresentar bons resultados. Quando finalmente esses resultados são apresentados, já não há mais ninguém a querer comprar as acções com base nessa premissa, e o preço cai.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Sonae SGPS: Eu conto com o Continente e vocês?

A holding de referência do grupo Sonae valorizou-se 93% nos últimos 12 meses. É uma das acções com um beta mais elevado da praça portuguesa e portanto uma das melhores para cavalgar o actual Bull Market do PSI-20.
 
A Sonae SGPS apresentou resultados no dia 19 de Março, tendo fechado 2013 com resultados líquidos de 319 milhões de euros, bastante acima dos resultados apurados em 2012 de apenas 33 milhões de euros. Para estes resultados em muito contribuíram os ganhos obtidos, nos primeiros 9 meses do ano, com a fusão entre a Zon e a Optimus, a melhoria dos resultados operacionais (subiram 10%) e o aumento das receitas em 3,2% para os 4.821 milhões de euros.
 
Apesar do contexto actual de austeriadade em que vive o país, com pressão sobre o rendimento disponível das famílias e o decréscimo do consumo privado, a Sonae conseguiu melhorar os seus resultados pela aposta na internacionalização e pelo desenvolvimento de novos canais.
 
Apesar do negócio de retalho alimentar (Continente e Continente Modelo), que representa 70% do volume de negócios da Sonae SGPS, ter perdido força no ano passado, a melhoria da divisão de retalho não alimentar, a Sonae SR, onde a empresa está presente com marcas como Worten, Sport Zone e Zippy mais que compensou esta adversidade.
 
Recentemente a Zippy inaugurou a primeira loja na Arménia em parceria com o grupo Fawaz Alhokair. Esta internacionalização da marca no médio oriente, permitirá explorar novos mercados com forte potencial de crescimento e diversificar geograficamente as receitas. Mais de metade da população da Arménia é jovem e quase 20% entre os 0-14 anos, mercado-alvo da Zippy.
 
Como é habitual nas minhas análises, eis os factores positivos e riscos associados ao investimento nas acções da Sonae:
 
Factores Positivos
 
- A internacionalização do divisão de retalho não alimentar, particularmente da Zippy;
- O facto da Sonae ter conseguido refinanciar os títulos de dívida que tinha de pagar até ao próximo ano;
- Os riscos de baixa inflação para a zona euro, e até de possível deflação, beneficiam empresas de sectores defensivos com elevada presença internacional, como é o caso da Sonae;
- A Sonae também conseguiu reduzir a dívida líquida pelo 17º trimestre consecutivo, situando-se agora em 1.219 milhões de euros.
 
Os Riscos

- A deterioração do ambiente económico em Portugal;
- Os problemas estruturais da divisão de produtos electrónicos Worten.
 
Além dos factores enunciados, teremos ainda que ter em atenção à situação entre a Ucrânia e a Rússia. Para já, a possibilidade de confronto bélico parece estar afastada e o abrandamento das tensões tem suportado a apetência pelo risco e a procura de acções.
 
O que nos diz a Análise Técnica?
 
Desde o início do ano, as acções da Sonae já valorizaram mais de 30%. O movimento altista continua com bastante força, tendo vindo a fazer máximos e mínimos sucessivamente maiores.
 
A sessão de 6ª feira passada confirmou a quebra, em alta, dos últimos máximos relativos nos 1,34€, dando um excelente ponto de entrada.
 
As próximas resistências situam-se nos 1,40 e 1,50, oferecendo um potencial de valorização de 3% e 10,3%, respectivamente.
 
Abri hoje uma posição longa em Sonae SGPS a 1,3590 com stop loss nos 1,33 e take profit nos 1,49.
 
 

AUDUSD (actualização)

O AUDUSD parece estar a forma um padrão de inversão (H&S) de tendência de curto prazo, em gráficos de 1 hora.

Fechamos a nossa posição a 0,9230 com um ganho de 118 pips.